Minha carreira de jornalista profissional registra passagem, lá pelos anos 1963/65, na Rádio Ouro Verde, onde fui acolhido pela fidalguia de Dide, e comecei a produzir diversos boletins diários de notícias para a Rádio Ouro Verde, a mais clara menina dos olhos do ‘Dr.Bettega’, como nós, os mais moços, o chamávamos.
Ele se caracterizava pela educação, uma finesse natural, sem os fricotes dos que tentam se passar por cavalheiros no dia a dia do trabalho, para agradar poderosos e até companheiros de labuta.
COM MAESTRIAmeu trabalho de editor nacional – naqueles dias -, do Diário do Paraná, o modernizador jornal que Assis Chateaubriand implantara no Paraná. Levava também em conta fatores logísticos: o Diário e a Ouro Verde (em sua primeira casa) ficavam na mesma rua, a José Loureiro. No fundo, o que mais fascinava Dide – alma de jornalista vestida de empresário expert em radiodifusão – era o enorme teletipo da falecida UPI, dois metros e tantos de altura, que apenas nosso jornal tinha; isso correspondia a um grande Prêmio de loteria, naqueles dias, quando conseguir uma ligação telefônica para S.Paulo exigia que a pedíssemos com 24 horas de antecedência. Isso se as linhas, físicas, não tivessem caídas. Tudo dependia de fios e postes… Além de Código Morse pelo qual chegavam as notícias nacionais.
HIPNOTIZADO
Nas vezes que visitou o DP, Dide se mostrou mesmerizado pela novidade que trazia, diretamente de Nova York, noticiário internacional, vindo via cabos submarinos. Era novidade no Brasil. As notícias chegavam em espanhol e eram traduzidas com a melhor das boas vontades por um senhor sessentão, Sr.Wambier. Ele conseguia fazer milagres, tendo à mão um pequeno dicionário Espanhol-Português.
Dr.Bettega planejava e executava tudo com maestria: escolheu-me porque me acompanhava no meu trabalho de editor nacional – naqueles dias -, do Diário do Paraná, o modernizador jornal que Assis Chateaubriand implantara no Paraná. Levava também em conta fatores logísticos: o Diário e a Ouro Verde (em sua primeira casa) ficavam na mesma rua, a José Loureiro. No fundo, o que mais fascinava Dide – alma de jornalista vestida de empresário expert em radiodifusão – era o enorme teletipo da falecida UPI, dois metros e tantos de altura, que apenas nosso jornal tinha; isso correspondia a um grande Prêmio de loteria, naqueles dias, quando conseguir uma ligação telefônica para S.Paulo exigia que a pedíssemos com 24 horas de antecedência. Isso se as linhas, físicas, não tivessem caídas. Tudo dependia de fios e postes… Além de Código Morse pelo qual chegavam as notícias nacionais.
Aroldo Murá
 
 
Assim Dide Bettega ensinou como fazer rádio categoria AAA
A memória do rádio paranaense vai-se, em parte, com a morte de João Lídio Seiler Bettega, ou simplesmente, Dide Bettega, como ficou conhecido esse radialista símbolo da readiofonia paranaense, levado pelo Anjo da Morte, dias atrás.
AROLDO MURÁ GOMES HAYGERT
Wasyl Stuparyk ou Basílio Junior
O RÁDIO E A TELEVISÃO
DO PARANÁ